Olá pessoal! Ultimamente, eu estava tendo muitos problemas, sem contar que eu também estava em período de, ''mata ou morre"provas e ficava bem difícil de fazer postagens no blog e no ig, mas agora eu vim aqui avisar que irei voltar com as postagens normalmente.

Já estou ansioso para voltar com mais resenhas e tags, sem contar que haverá novidades!

Abraços, do leitor e bloggeiro Vinicius!

Olá pessoal! Hoje eu vim falar sobre um livro muito legal e muito interessante. Espero que gostem!



Titulo Original: We Should All be Feminists
Autor: Chimamanda Ngozi Adichie
Editora: Companhia das Letras
Páginas: 36
Ano: 2015
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Sinopse:

O que significa ser feminista no século XXI? Por que o feminismo é essencial para libertar homens e mulheres? Eis as questões que estão no cerne de Sejamos todos feministas, ensaio da premiada autora de Americanah e Meio sol amarelo."A questão de gênero é importante em qualquer canto do mundo. É importante que comecemos a planejar e sonhar um mundo diferente. Um mundo mais justo. Um mundo de homens mais felizes e mulheres mais felizes, mais autênticos consigo mesmos. E é assim que devemos começar: precisamos criar nossas filhas de uma maneira diferente. Também precisamos criar nossos filhos de uma maneira diferente."Chimamanda Ngozi Adichie ainda se lembra exatamente da primeira vez em que a chamaram de feminista. Foi durante uma discussão com seu amigo de infância Okoloma. “Não era um elogio. Percebi pelo tom da voz dele; era como se dissesse: ‘Você apoia o terrorismo!’”. Apesar do tom de desaprovação de Okoloma, Adichie abraçou o termo e — em resposta àqueles que lhe diziam que feministas são infelizes porque nunca se casaram, que são “anti-africanas”, que odeiam homens e maquiagem — começou a se intitular uma “feminista feliz e africana que não odeia homens, e que gosta de usar batom e salto alto para si mesma, e não para os homens”.Neste ensaio agudo, sagaz e revelador, Adichie parte de sua experiência pessoal de mulher e nigeriana para pensar o que ainda precisa ser feito de modo que as meninas não anulem mais sua personalidade para ser como esperam que sejam, e os meninos se sintam livres para crescer sem ter que se enquadrar nos estereótipos de masculinidade. Sejamos todos feministas é uma adaptação do discurso feito pela autora no TEDx Euston, que conta com mais de 1 milhão de visualizações e foi musicado por Beyoncé.

Resenha:

Em poucas páginas, Chimamanda consegue fazer você acreditar de que ser feminista não é algo ruim e que todos deveriam tentar ser um pouco.

O livro começa a partir de uma lembrança da autora, onde seu amigo Okoloma foi a primeira pessoa a falar que esta era uma feminista. Além de fazer Ngozi pensar muito, ela percebe que não foi como um elogio e sim como uma ofensa.

O que era feminismo? O que era ser feminista? Isso ainda era algo novo para ela, mas com o tempo nunca que pensaria que ser feminista seria algo maravilhoso.
Não sabia o que a palavra "feminista" significava. [...] A primeira coisa que eu faria eu chegar em casa seria procurar a palavra no dicionario. - Página 3.

Mesmo sofrendo várias criticas sobre o seu modo de ser feminista, Ngozi nunca ficou de cabeça baixa. Era normal as pessoas estereotiparem o jeito "feminista" da mulher, mas com muita garra e confiança, Chimamanda quebra essa corrente e se caracteriza como uma "feminista feliz e africana que não odeia homens, e que gosta de usar batom e salto alto para sim mesma, e não para os homens".

Dentro de toda sua vida, Ngozi sofreu um grande preconceito por ser mulher, como por exemplo, não pode ser monitora da classe pois era menina, mesmo tendo tirado uma nota mais alta em relação aos outros alunos. Até mesmo quando deu ao "flanelinha" uma gorjeta, recebera um "obrigado senhor!" (em relação ao seu amigo e não a si).

O fator que Chimamanda mais critica é sobre a diferença entre homens e mulheres. Seja pela diferença entre os sexos, atributos biológicos diferentes ou até pela força física, percebe-se que no livro, de uma forma não totalmente, os homens dominam o mundo. A autora caracteriza o fator como algo posto pelos antepassados, e que mesmo com a evolução e vários fatores para mudar isso, nossas ideias continuam as mesmas.

Até no ato de agir como uma pessoa normal é "posto em mesa" pela autora.
Então, apesar de ser a pessoa mais ligada a esses assuntos, não posso frequentar as reuniões. Não tenho direito a voz. Porque sou mulher. - Página 23
O livro é bem pequeno e bem leve de se ler. Baseado em um discurso da mesma autora, Sejamos todos feministas é um livro que todos deveriam ler, para criar as suas próprias expectativas sobre o feminismo.

Eu gostei bastante da leitura, foi algo que realmente me marcou e me fará saber como é a luta de quem defende aquilo que pensa.

Espero que tenham gostado da resenha!