Titulo: Verme!
Autor: Jim Carbonera
Editora: Boêmia Urbana
Páginas: 200
Ano: 2014
Onde comprar: Livraria Cultura / Sebo Figura de Linguagem / Livraria Pandora





Sinopse: 

Entre o fictício e o real, Rino Caldarola narra em primeira pessoa suas desventuras e desatinos em Porto Alegre, sua cidade natal. Inconformado pela escassez de inspiração e à procura de um lugar ao sol no cenário literário brasileiro, o protagonista é o reflexo das desilusões e dos anseios que atormentam uma sociedade cada vez mais conturbada e contraditória. Com uma narrativa insolente e exasperada, Rino constrói e defende seu espaço pessoal utilizando-se de ironia, arrogância e de um erotismo cru. Busca desvencilhar-se de sua mãe coruja e do seu bairro que outrora fora de classe média, mas agora se elitiza em nome do progresso. E, principalmente, luta para desembaraçar sua paradoxal maneira de pensar e ver o mundo.

Resenha: 

Verme! é um estilo do qual eu não estava acostumado em ler, porém isso não me impediu de gostar bastante da leitura.
No livro observamos a vida de Rino Caldarola, gaúcho de 30 anos, que é desempregado, vive com seus pais e irmã, e se sustenta a partir de um aluguel de um apartamento. Logo no inicio do livro, conhecemos um pouquinho de sua vida, e percebemos que ele não passa de um brasileiro normal, mas a sua diferença está pelo seu jeito de filosofar diferente e verdadeiramente sobre temas do cotidiano.
A fantasia machuca menos que a verdade, pois é mais fácil de manejar e dominar.                                       - Página 12.
A vida de Rino pode ser descrita como uma vida de festas que ora são boas, ora são ruins. Como boas podemos descrever as noitadas que frequenta, as mulheres que conquista e a possibilidade de fazer "o que der na telha". Como ruins podemos descrever a vida pessoal, os problemas de saúde: hemorroida e herpes, e sua meia complicação no seu relacionamento com Diana, garota que conhece em uma das festas da banda Quartel da Cerveja e que acaba por "conquistar seu coração".

Um tema que é bem explicito e bem descrito no livro é a parte do erotismo e da mulher. Vemos que Rino por ser um galanteador, chama bastante atenção das mulheres e isso faz com que sua vida sexual seja bastante ativa e fogosa, mas entrando em detalhes sobre as mulheres, temos Diana: mulher feminista pela qual engatou um romance duvidoso com Rino. O romance deles é um tipo de amor que faz com que a gente pare e pense sobre como é tão ruim mas é tão perfeito ao mesmo tempo. E com certeza esse romance foi um ponto alto no livro.

Ao longo da historia, ele aprofunda seu pesamento em relação a alguns temas como: Politica, religião, entre outros.
No Brasil, qualquer pessoa metida na politica tem uma vida estável. Pode ser da menor cidade do pais, mas com certeza não passará necessidades. A politica nos dá poder. Num pais onde ser corrupto nunca sai de moda, que trabalha no setor está sempre acima do bem e do mal.   - Página 72.
 Podemos deparar que o ponto de vista de Rino é muito parecido com o de várias pessoas e isso faz com que o livro chame bastante atenção para o lado psicológico do protagonista e faça você pensar e repensar sobre o que foi dito e faz das ideias dele as suas.

Outro fator que podemos perceber no livro é a grande presença da cultura de seu estado e sua cidade (Porto Alegre - RS), podemos até classificar isso como um "patriotismo" ( mas não em especifico), e faz com que temos outro modo de ver o cenário da obra.

Por meio de todas essas desventuras, podemos definir a vida do protagonista como um barco, sendo levado pelo mar até onde ele o levar.


Observações:

Eu gostei muito da escrita que o autor proporcionou, achei mais ou menos leve, mas foi muito boa!
Gostaria de indicar essa obra para quem gosta de uma leitura realista, porém não indico para crianças por ter conteúdo adulto muito explicito. 

Sobre o autor:



Jim Carbonera nasceu no Brasil, em 27 de fevereiro de 1982. Natural de Porto Alegre, reside ainda hoje na cidade que serve de inspiração para suas escritas.

Iniciou escrevendo contos sobre o cotidiano, expandindo-se com o tempo para outras áreas literárias. A partir de autores como Alberto Fuguet, Charles Bukowski, Chuck Palahniuk, Ernest Hemingway, Herman Brusselmans, Pedro Juan Gutiérrez e Rubem Fonseca, injetou alma e realismo sujo à sua narrativa.

Formou-se em turismo, exercendo a profissão por quatro anos e abandonando-a para dedicar-se integralmente à literatura. Suas obras têm como cenários ambientes ríspidos, libertinos e atrozes. Segue o estilo literário do Realismo Urbano e Transgressivo.

Tem como projeto pessoal escrever — em forma de ficção — obras que relatem o ciclo urbano de Porto Alegre. Onde narrará as particularidades da cidade, dos seus moradores e dos visitantes que dão vida e personalidade para essa metrópole tão peculiar.  

É autor dos livros Divina Sujeira (Multifoco, 2011) e Verme! (Boêmia Urbana, 2014). Obras que fazem parte do projeto acima citado.

No momento o autor trabalha em seu terceiro livro, intitulado de Royal 47.

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